Pare de buscar aprovação

 In Apresentação, Palestras, Treinamentos

palestra_pare de buscar aprovaçãoPensamentos do tipo: “Espero não ter ninguém em casa para eu tocar meu violão sem ter que lidar com gozação”, ou “Vou chegar mais cedo no escritório para fazer aquela ligação de prospecção para que ninguém ouça caso eu não me dê bem”, ou ainda, “Será que eu coloco esta ou aquela roupa, uso este ou aquele tom de voz…quando encontrar com a pessoa que estou querendo conquistar”, habitam sua cabeça? Se sim, acredite, você é um dependente de aprovação. Essa dependência é tão prejudicial quanto a de comer compulsivamente que te divorcia da possibilidade de ser saudável, tão prejudicial quanto a de drogas, que te divorcia de sua consciência lúcida. Ser dependente de aprovação te divorcia de sua própria autenticidade.

Todos sabemos que nós seres humanos temos um impulso inato de conexão. Estamos constantemente almejando inclusão, afinal, a rejeição nos desencadeia medo, e isso está registrado em nossos arquivos mais primórdios, pois na antiguidade, ser expulso ou ficar isolado do grupo de convivência significava risco de perder a vida. O dilema é que mesmo depois de mais de 2000 anos esses registros continuam interferindo em nossas vidas, nosso cérebro e consequentemente nosso comportamento está adaptado para evitar a desaprovação dos outros. Pesquisas mostram que a rejeição ativa diversas regiões no cérebro inclusive partes relativas a dor física, e isso explica nosso desespero por evitar a desaprovação e nossa aversão à rejeição.

E então como conviver com a necessidade de aprovação em 2016, onde já não vivemos mais em cavernas?

Que tal fazer as pazes com a rejeição? Esse é um caminho que viabiliza começar a perceber a rejeição como uma possibilidade de revisão do que aconteceu para você se perguntar se estava realmente sendo você mesmo. Funciona como um scaneamento de si mesmo. Primeiro você lembra o fato e depois verifica o que estava sentindo e pensando. A seguir você verifica se o que disse e a maneira como agiu, estavam alinhados ao sentimento e ao pensamento anteriormente relembrado, ok. Então responda: Você estava sendo você? A partir deste ponto se abrem duas possibilidades, uma é você perceber que esta pessoa que está te rejeitando não compreende ou não quer lidar com sua verdadeira versão, então, você utiliza toda sua compaixão para continuar a convivência com ela, ou escolhe manter uma distância saudável para preservar a si mesmo e a relação. A outra possibilidade é você perceber tudo isso e querer realinhar profundamente sua relação com esta pessoa propondo que vocês revejam as expectativas mutuamente, desta maneira ficará claro que o que ela rejeitou de você é uma parte sua que você não pretende abrir mão.

Um atalho para fazer estas pazes com a rejeição é abraçar sua mentalidade de crescimento constante. Isso acontece quando você determina que irá cuidar de sua autenticidade como uma habilidade a ser desenvolvida ao longo do tempo através de treinamentos e vivências de autoconhecimento, leituras sobre autoestima e autoconfiança. Esta opção nos conecta com a consciência de que todos os dias estamos vivendo nosso pleno potencial dentro do contexto que estamos, com as ferramentas que adquirimos até o momento. Isso nos deixa mais propensos a nos desafiarmos e paramos de perceber o feedback e a rejeição como um sinal de desaprovação ou de fracasso.

Ao entender que há um abundante espaço para crescimento, melhoria e sucesso, nos afastamos da necessidade constante de validação.

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